segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Meu último texto sobre amor...

Depois talvez escreva sobre... Amor!
O amor que deixo agora é o amor humano, mental. Nunca mais esqueci disso: todo o sentimento humano, emoção humana é tudo fabricado pela mente. Felicidade e medo, paixão e ódio. É tudo fruto do mesmo processo químico apenas com resultados diferentes conforme a necessidade, conforme julgamos a situação, conforme nossa mente encontra algo similar no histórico de vida, nos ensinamentos que recebemos, nos condicionamentos a que fomos submetidos. O amor humano é apenas um falso positivo.
O Amor não existe em nosso contexto, na realidade o Amor seria algo entre a paz, a liberdade, o silêncio e o êxtase enchendo nosso Ser de um vazio pleno e sem faltas, sem desejos, sem imagens. O amor como gos qualificado e direcionado.
O Amor não tem sinônimo ou antônimo simplesmente porque nós não temos sinônimos ou antônimos. A melhor versão de um humano é exatamente a mesma coisa que a pior versão de um humano. São diferentes apenas porque julgamos sob um ponto de vista estranho ao daquele que está vivendo a própria experiência.
Sentir o Amor nunca será possível… sentimos tudo que nos aproxima ou afasta dos nossos desejos e classificamos isso conforme a distância: o mais distante é o ódio e o mais próximo é a paixão; peregrine
tamos de pensar e imaginamos sentir é o reflexo de nós mesmos em busca de algo. Tudo o que descreve o amor por mais lindo, suave e atraente que seja não é o que seria o Amor.
O sentimento que mais próximo estaria do Amor se o Amor pudesse ser sentido é o que percebemos como um querer carinhoso; aquela necessidade de proteger, cuidar; o desejo que tudo dê certo sempre; a vontade de abraçar. A emoção que provém desta percepção de sentir é um resquício do Amor que somos. E não é Amor pelo simples motivo que é seletivo,nessa trilha enquadrando a raiva, o carinho, o desprezo, o afeto no meio dos dois pontos principais e será possível entender porque o amor como sentimento é apenas o próprio interesse revelando a paixão ou o ódio por alguém, por algo ou por alguma coisa.
O amor humano é paixão, desejo, querer, possuir, usar, ter, dominar. O amor humano acaba, tem fim. O amor humano se transforma em aversão, repúdio, ódio. O amor humano, assim como a vida humana, tem prazo de validade e a validade está no prazo sustentado pela conveniência, pela praticidade ou pelo interesse.
O amor humano mais desejado é o amor humano por outro humano e esse é ainda mais limitado, pois ele dura o exato tempo que existe em uma equação simples: num primeiro momento os pensamentos ficam pouco tempo na mente e as ações e manifestações desse amor humano são constantes e intensas; próximo ao fim desta relação os pensamentos ficam por muito tempo na mente e as ações e manifestações desse amor humano passam a ser espaçadas e brandas, e assim o amor humano por outro humano está chegando ao fim.
Quando este amor ou esta forma de amar é entendido a vida humana pode ser uma experiencia muita boa, gratificante. É possível viver esse amor com toda essa complexa teia de prazeres e dores possíveis. É possível viver com outra pessoa e dividir com essa pessoa toda a verdade que seja possível transmitir através de gestos e palavras. É possível ser feliz com o amor humano, amando e sendo amado por outro humano, vivendo a experiência humana da forma mais ampla e poderosa que pode ser vivida.
É possível viver como humano e, assim, amar como um humano sabendo que Somos em essência o Amor que um humano jamais será.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O que é a "Busca"?


Quando eu comecei a buscar respostas me deparei com algo muito maior do que sequer pensava que fosse possível conceituar como dúvida. E aquilo que mais me deixou atônito, num primeiro momento, foi perceber que eu já tinha respostas, mas não entendia as perguntas como algo importante ou as fazia de forma errada e, ainda mais absurdo, eu analisava tudo sob uma mesma ótica de compreensão.
Então quando o processo da “busca” iniciou de forma consciente e os novos conteúdos começaram a chegar eu conseguia, de alguma forma não consciente, assimilar tudo que chegava sem criar nenhuma barreira. O efeito esponja foi amplo em meu estado de absorção de conteúdo. As perguntas e respostas eram complementares e se revesavam em movimentar os novos conteúdos de forma harmônica, variável e lógica. Nada que não deveria ser absorvido ficava muito tempo na linha de frente do aprendizado. O material a ser descartado era rapidamente colocado de lado. Hoje analiso assim, mas não era algo consciente naquele momento.
Feita esta introdução, entendo agora que a “busca” é melhor explicada como sendo a carência de Si mesmo. A busca é a imersão no próprio mundo perdido. A busca é a falta que sinto de mim, de uma parte de mim. A busca é a origem, o começo, o primeiro passo em direção ao desconhecido. A busca é diminuição da distância imaginária de algo que nunca esteve longe e nunca se afastou. A busca é a volta ao ponto de partida da experiencia humana, antes do humano e antes da experiencia. A busca é a visão da porta que abre pra dentro. A busca sou eu e Eu Sou a busca.
Todas as partes de mim são complementares. O eu/persona que desenvolve e comanda o corpo humano é necessário e indispensável no processo da busca. O eu/persona precisa cooperar e não resistir nos primeiros momentos da busca iniciada, pois sem esta participação do eu/persona nada acontece. O mundo em que está estruturada, em que foi montado o contexto da experiência da vida humana é funcional apenas para o eu/persona. A outra parte que está inerte não sabe o que fazer neste mundo. A outra parte que está inerte não quer fazer nada neste mundo. E isso é simples de ler, fácil de entender e difícil de viver sendo humano o tempo todo.
Então quando a busca é iniciada começará também uma disputa interna muito interessante, pragmática e lógica. E a partir deste momento a dúvida se instala de forma brutal machucando de muitas formas, mas, principalmente, escancarando a dor que sentimos pela falta da nossa outra parte. Falta essa que foi por tantas vezes e tanto tempo mascarada como sendo a vontade de ter outro eu/persona para amar e dividir a vida.
Isso acaba com a completude do Ser. Isso acaba quando me reencontro comigo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que é o "Eu Sou"?

O principal conceito que envolve a segunda missão da experiencia humana é o momento da descoberta do “Eu Sou”. Um ponto incrível é que isso não será realizado de forma consciente pela grande maioria dos experienciadores, pois esses estão vinculados com tal apego ao jogo da experiencia que não conseguem viver a experiencia.
O Eu Sou define o que eu não sou. O Eu Sou não é uma vantagem, uma vitória. O Eu Sou não é um prazer, um êxtase. O Eu Sou não se refere a fazer algo. O Eu Sou não me quer servindo a ninguém, nem mesmo a um mestre. O Eu Sou não é o bem contra o mal. O Eu Sou não purifica a personalidade, o ego. O Eu Sou não sou eu melhor.
O Eu Sou permite sair do estado de sono ilusório com toda a experiencia humana em andamento, pulsante e viva. O Eu Sou revela e desvela as regras do jogo da experiencia, permitindo assim viver de forma completa e executar com simplicidade a primeira missão da experiencia humana, no plano inicial, que nada mais é do que “voltar para casa”.

O Eu Sou é o caminho, a verdade e a vida.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O que é o sucesso?

Ter dinheiro? Sentir prazer? Se divertir? Fazer algo bem feito? Fazer parte de algo? Será que o sucesso é complexo? O sucesso é autossuficiente?
A pessoa que evoluiu da visão primária de que a vida é para sobreviver e, por isso, está em busca de alguma realização, com certeza está engajada no contexto de: fazer para ter e ser (mesmo que não saiba).
O ter é simples, é direto e reto, pois é o objetivo traçado. O ser é um complemento motivacional importante sendo algumas vezes o principal combustível para iniciar o processo do ter. Eles se isolam ou separam após a conquista do objetivo, da realização, quando o ser, na ampla maioria dos casos, passa a condição de dispensável, pois o ter assume o protagonismo amplo sendo agora ele o combustível principal da continuidade e ampliação do ter como sucesso.
No objetivo original o ter para ser está dividido em 3 grupos: coisas, experiências e (outras) pessoas. Normalmente estão segmentadas, isto é, cada uma recebe atenção máxima em sua vez, em seu momento e poucos são os casos em que o objetivo está unido permitindo a concretização ao mesmo tempo. Assim, e por isso mesmo, é que a realização não é atingida de forma plena, pois quando atingirmos a concretização em um grupo, um ou ambos dos demais estará numa “bagunça” só.
O sucesso precisa ser descoberto e realizado em equilíbrio. O equilíbrio é a chave. O sucesso é passageiro na vida. Ele vive a própria vida. E ele é independente. É necessário estar em equilíbrio com a equação ter e ser para o sucesso ser duradouro e, quiçá, permanente.
Não se esqueça que somos, nós humanos, instruídos desde a infância sobre a dualidade das coisas, isto é, tudo se resume a escassez ou abundância, tristeza ou felicidade, paixão ou ódio e o mais repetido bem ou mal. Isso é desequilíbrio.
E se isso for mudado? E se fosse possível rever o conceito de segmentação? E se alguém lhe dissesse que estar feliz o tempo todo seria uma experiência extenuante, cansativa, chata e vazia? E se alguém lhe dissesse que ser infeliz e sofrer a maior parte do tempo da sua vida não é o que está escrito no roteiro para viver?

Assim tenho uma pergunta simples: por quanto tempo ainda você vai preferir catar lixo para sua vida? 
 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O tempo medido

A vida está mais corrida, isso é um fato. É possível avaliar que é por um ou outro motivo, mas a verdade é que buscar qualquer explicação não irá alterar esta afirmação. E esta sensação real tem ocasionado frequentes distensões em nossas situações de vida, sejam elas profissionais ou pessoais. Os compromissos chegam a ser opressivos e, invariavelmente, estamos entre a explicação pelo esquecimento de um evento e um novo prazo não cumprido.
O que não nos damos conta é sobre os efeitos da imperceptível autopunição, pois ela se reflete nas mais obscuras e diretas formas de castigo pessoal. E tudo isto simplesmente porque nós aceitamos calados e conformados esta que é a imposição das repetitivas e insalubres novas obrigações. Os castigos pessoais mais comuns são expressos pelo excesso de peso ou de dívidas, pela repetição de acidentes ou discussões, entre tantas outras formas de punição.
O que fazer? É necessária uma postura diferente na forma de viver, pois uma condição que o humano sempre dispôs com facilidade no passado está funcionando de uma maneira distinta da qual fomos preparados. Esta condição é o tempo medido. Se a vida está mais corrida o tempo medido é que nos confirma essa sensação. O relógio também corre acompanhando o ritmo da vida. E a corrida do relógio não é permeável.
Somos humanos e nos acostumamos a errar, existe até uma frase repetida sempre e sempre que afirma, reafirma e confirma esta condição de inferioridade preconcebida. E essa condição de inferioridade alimenta a repetição deste ciclo de punição pelos compromissos perdidos no tempo medido. Como sair deste ciclo? Evolução da consciência.
Eu tive acesso consciente a uma maneira de contar o tempo que mudou minha percepção do tempo medido. Esta nova leitura encaixa o tempo medido na relação conhecida: passado, presente e futuro. Mas se tirarmos o presente, onde o tempo não existe, pois ele não é medido, temos o passado e o futuro. Se o tempo medido é fruto do que ocorreu no passado e do que vai acontecer no futuro é possível, através de uma consciência limpa, entender que tudo que não se relaciona com o tempo medido está no presente, normalmente descartado por não representar nada no cálculo do tempo medido. Explico melhor:
  1. O passado é o resultado do que ocorreu e foi contado naquele momento.
  2. O futuro só vai ser contado quando o presente estiver acontecendo lá.
  3. O presente é onde não é possível contar, apenas viver. .
O tempo medido pode ser controlado? Não. Olhe para o relógio por 10 segundos e tente fazê-lo parar. Tente fazê-lo voltar 10 segundos para reiniciar o exercício. Tente avançar 10 segundos para ver o resultado antecipado. Normalmente o tempo medido não é contado em segundos, mas sim por lembranças (memórias) ou desejos (memórias).

Nada na vida tem importância significativa quando o tempo medido é nossa vida. A vida acontece fora do tempo medido. Começamos uma nova etapa de situações de vida, menos opressoras e geradoras de conflitos quando abrimos o presente secreto de nossa verdadeira natureza, no caso, o momento presente.

A liberdade na ilusão está em viver a brincadeira...



A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira!!!
Repito: A liberdade na ilusão está em viver a brincadeira… A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira!!!
Viver a liberdade na ilusão é sofrido, difícil, pesado e triste, as vezes também é divertido, gostoso, leve e alegre. A escolha de como brincar é só minha. O quanto eu me dedico e comprometo com a brincadeira só depende de mim. Somente eu posso fazer da minha vida um filme. Somente eu sou protagonista no filme da minha vida.
Somente eu vivendo como protagonista da minha vida, posso experimentar um roteiro e outro, e outro, e tantos outros quantos forem os personagens disponíveis. Os mais variados ou repetitivos personagens nos mais diferentes contextos. Posso ser o personagem de uma profissão ou o personagem do trabalho. Posso ser o personagem adorador de um deus; ou de muitos mestres; ou de ninguém. Posso ser o personagem líder; ou liderado; ou independente. Posso ser o personagem pai, mãe, filho ou filha. Posso ser o personagem que sofre ou faz sofrer. Posso ser o personagem que vive muitas dores e tristezas, tantas outras paixões e alegrias. Posso ser qualquer personagem conceitual que tenha no roteiro e que eu queira interpretar…
Mas somente eu posso assistir ao filme da minha vida e saber se sofri ou se brinquei. Somente eu posso assistir ao filme da minha vida e querer repetir ou não…
A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira... e ela tem um fim!!!

O segundo sol


O segundo sol é apenas o retorno da Luz para mim... É simples assim!
Nosso amigo sol, que possibilita a vida nesse planeta, fornece o calor e concede a energia que necessitamos para viver a experiencia humana. Mas ele não nos dá a Luz. O sol é o fogo que conduz ao pó. O sol é fogo e não Luz.
A Luz é o fogo que consome sem arder ou queimar. O segundo sol é a Luz que dizima a sombra. À sombra é a falta da Luz em mim. Assim, somente eu posso acabar com a sombra que me atormenta. Somente eu posso buscar o segundo sol. Somente eu posso buscar a Luz. Somente eu posso ser consumido pelo fogo da Luz que, ardendo e queimando em mim, iluminará a sombra que não existe. Somente eu sou a Luz!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para sempre, eterno


Viver para sempre... Amigos para sempre... Relacionamentos para sempre… Querer que tudo seja eterno! Pensar no conceito de vida finita não abala à própria existência, mas pode complicar à experiência da vida.
A mente administra um processo independente do meu interesse ou do meu esforço, esse processo é uma busca, uma pesquisa livre e descompromissada até o momento crucial, definitivo onde a dúvida inexorável sobre o que existe e o que é real aparece. A partir deste momento a mente resisti automaticamente a qualquer outro processo que apresente mudança de hábitos, mudança do foco, mudança de atitude com relação aquela pesquisa livre e descompromissada.
No contexto do que existe e o que é real a mente desejaria ficar testando para sempre a hipótese da vida eterna. Mas como ela não gosta de entrar em contradição e precisa da certificação, necessita de afirmação permanentes e consistentes de que está no controle e é por isso que ela sugere de diversas formas e testa de diversas maneiras essa capacidade de viver além da experiência da vida humana. Ela quer ser eterna de qualquer jeito seja pela ressurreição ou pela reencarnação.
A mente está sempre um nível abaixo do que eu posso, está distante daquilo que eu preciso, e está em oposição ao que é possível. A mente não suporta o conceito da experimentação. A mente não admite que deixa de me comandar assim que eu atinjo o momento crucial, definitivo onde a dúvida inexorável é respondida e eu me reencontro, me completo e me esvazio e, assim, ela deixará de existir quando o jogo acabar.


Aquilo que era necessário


À mudança mais caricata que observo e observei em mim e também nas personalidades que são seguidores, que são trabalhadoras da luz e para a luz, é a presença de uma forte personalidade, de um ego muito, mas muito forte, marcante mesmo.
Para mim não é difícil viver com isso, pois eu demorei para me observar, para começar a me observar e até para entender isto, mas é evidente que a luz precisou que os seus trabalhadores fossem pessoas, humanos que tinham a convicção e uma sólida dúvida sobre quem são e o que são.
Não é possível construir de fora do contexto humano essa dúvida. Para isso é necessário uma base, é necessário que a personalidade humana, o ego, tenha se formado e com muita clareza, com muita substância, sem certezas porque assim fica muito mais fácil para mudar. Assim que atribuída a busca, ela surge com maior intensidade, emerge como uma chama, desponta como um fogo aterrador pra quem percebia e sentia que nem tudo estava presente, que faltava alguma coisa, que alguma coisa mais ainda era necessária para que a personalidade pudesse evoluir.  
E a evolução, conforme eu vivi, conforme muitos apreenderam, a evolução é muito diferente do que a gente pensava. A evolução é bem diferente, ela é isenta de conceitos. A evolução não é evoluir a personalidade. A evolução não é saber. A evolução é viver a experiencia humana, viver a condição de humildade imposta a um corpo frágil. A evolução é não fingir ser o que se é, e nem ser o que se finge. Viver humano, ser humano e ser tudo, sem ser nada.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Viver bem é...


Viver bem é a grande busca da experiência humana. O maior desejo inconsciente e, as vezes, até consciente também. E, invariavelmente, o supremo fracasso da experiência e da vida.
Faça o que fizer. Tenha o que tiver. Viva o que viver. A sensação e, em alguns casos, até a certeza de que falta algo é permanente.
Viver bem é complexo? Viver bem é difícil? Viver bem é possível?
Viver bem não é complexo nem simples, também não é difícil nem fácil. Mas parece ser quase impossível… e a explicação para a quase impossibilidade é tão óbvia que transforma o simples em complexo, e o fácil em difícil.
O óbvio da possibilidade de viver bem é chegar ao ponto de aprender, compreender e aceitar que a saciedade dos desejos de fazer e ter é impossível.
Sendo impossível saciar tais desejos o que torna possível viver bem? Viver a vida que está viva! A única experiência possível! O que está disponível! O que está acontecendo! O que não depende de nada! O que não acontece no mundo dos pensamentos, das fantasias, dos desejos…
Estar vivo num mundo de ilusão não torna a experiência humana ilusória permanente. Ela é real nesse contexto. Esta vida é uma experimentação. Os sentimentos são para serem experienciados, mas não para vivermos neles. Se apegar a um sentimento por melhor que ele pareça ser é igual a parar de viver. A complexidade da experiência é sentir tudo e seguir. Seguir para a próxima experiência. Viver a próxima experiência. Isso pode significar mudar algum contexto ou manter tudo igual. As experimentações em nossa oportunidade de vida se sucedem justamente para que seja possível viver bem. Experimente viver experiências, sentimentos, dores, paixões sem apegar-se a necessidade de alegria ou tristeza. Viva sorrisos e risos. Flua consciente... Viva choros e lágrimas. Flua inconsciente… Viva tudo e tudo deixe passar. Flua na vida através dos sentimentos, das experiências.
Seja transparente aos sentimentos e às experiências. Não guarde marcas, não seja marcado, não marque. Não deixe nada aberto, não feche nada. Nada vai melhorar. Nada vai piorar.
A liberdade não é um contexto na experiência. A paz não é um contexto na experiência. O amor não é um contexto na experiência. A vida humana é uma situação de experimentação.
Evolua para si mesmo, vazio e completo de nada… não exista… não exista até o ponto de sentir a totalidade da existência sem a brevidade vida.
Viver bem é…

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um sonho tem três caminhos: esquecer, fantasiar ou projetar!


O sonho a que me refiro não é o sonho do sono, mas o sonho do desejo.
O sonho do sono é quase um recado, por si só é considerado irreal em nossa dimensão cognitiva, mas em alguns casos o recado é recebido e aí depende de como, quando e quem recebe…
O sonho do desejo é a vontade do não realizável, é o conhecido sonhar de olhos abertos. A maior parte dos sonhos do desejo são descartados ou esquecidos. As classes do sonho do desejo são basicamente duas: material ou sentimental.
O problema começa quando o sonho do desejo se transforma em uma fantasia. O sonho do desejo que vira fantasia é perturbador e perigoso, pois normalmente ele cria as mesmas condições vivenciadas em um sonho do sono, ou seja, tudo é possível menos piscar os olhos. O sonho do desejo que vira fantasia se intensifica em projetos e condições mentais onde tudo é propício e sempre dará certo, os ajustes mentais são pontuais, pois ele independe da realidade até que seja confrontado com a inexistência de resultado. O sonho do desejo é sempre alocado num tempo futuro. O sonho do desejo é como ter uma pá e cavar um buraco num poço de areia movediça…
Os sonhos do desejo são a base da condição humana! Então para que um sonho do desejo consiga ajudar na vida é necessário um passo em direção ao átomo de carbono, que nada mais é do que a nossa constituição básica. Esse passo é mover o sonho do desejo mental para uma imagem visível em nosso mundo, pois nós estamos acostumados e aceitamos muito bem imagens em nossa vida cotidiana. Para fazer isso é possível usar outras formas do átomo de carbono, tais como papel e tinta, ou um notebook, e transformar assim o sonho do desejo em uma imagem, um projeto. Isso ainda não significa que um sonho do desejo que será materializado em projeto irá prosperar, ou será implementado na prática, ou terá algum exito. Mas agora é como ter nas mãos uma corda amarrada num burro que me puxa e assim supostamente me afasta do buraco da areia movediça…
É claro que isso tudo diz a respeito a sonhos do desejo material, pois um sonho do desejo emocional será sempre uma fantasia…
Eu tenho a capacidade de usar todos os átomos de carbono disponíveis para viver bem!
Eu tenho a capacidade de usar a complexidade científica que eu sou para viver bem!
Eu me uso para viver bem!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Observar a si mesmo ou auto-observação?


Observar a si mesmo é o ato de olhar sem agir, enquanto auto-observação necessita de uma ação. São diferentes, sim!
Observar a si mesmo tem por objetivo se desassociar do mundo mental seja ele físico ou sentimental.
Auto-observação é a tentativa de controlar o mundo mental e obter melhorias na condição de vida seja no aspecto físico ou sentimental.
Não existe resultado a obter, mas um é possível o outro não…

Quanto maior é o meu esforço para acordar mais pesado se torna o meu sono


Ou quanto mais eu busco entender a ilusão mais eu aumento minha própria ilusão
Acordar no linguajar espiritual new age é tido como uma libertação, mas não é bem assim. Despertar para a ilusão é aprofundar a própria suspensão. A liberdade não está no conhecimento, no saber disso ou daquilo, pois quanto mais eu acumulo informação mais preso eu fico. Ser sábio na prisão é insinuante, interessante, poderoso e ainda mais aprisionante!
Estar desperto no conhecimento da ilusão é estar num sono ainda mais profundo…
E a liberdade onde está?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Porque respirar é só o começo...


Respirar é um dos inúmeros processos automáticos que o nosso corpo executa para nos manter em plena atividade ou sob outro foco é a prova de que estamos vivos. Você não se prepara para respirar, tampouco se concentra para isso, simplesmente respira. Muitos outros processos fisiológicos são executados assim da mesma forma espontânea e tudo isso porque a gestão do corpo sabe sobre a necessidade deles e repete-os sem avaliar, sem questionar, sem um comando especifico. É vital e natural, salvo algum distúrbio genético ou sequela.
Ler, cozinhar, dirigir, entre tantas outras coisas, precisaram ser ensinadas para a mente. O “curso” é intensivo para que cada parte do corpo que esteja envolvida faça alguma coisa especifica, por exemplo: a contração dos nervos e músculos de todo o braço e mão no exato momento de mudar a página de um livro. Isso é automatizado para que você não precise enviar um comando especifico para cada músculo e cada nervo toda vez que estiver lendo. Estas novas tarefas também serão repetidas de maneira espontânea sempre que necessárias. Para tanto, basta apenas à intenção de ler o livro e todo resto será executado de forma instintiva, pois sua consciência já aprendeu sobre isso. Faça um exercício e descreva quantos movimentos são necessários para pegar o livro e virar a página, pense em tudo a partir do ponto onde você está (lendo este artigo) até onde está o livro. Garanto que será um espanto.
Estas são as coisas boas que nossa mente aprende, mas existem outras infelizmente, muitas outras de outros tipos.
Bilhões de pessoas hoje estão executando o básico em suas vidas. Estão vivendo numa rotina insatisfatória e estressante, com breves momentos de alegria que entrecortam longos períodos de melancolia e angústia. Vivem pela busca de algo, mas imersos na aflição fluente e abundante. Você mesmo pode ter alguma coisa neste momento que atormenta sua existência, vou usar só dois exemplos que são a maioria dos casos: a falta de dinheiro ou problema nos relacionamentos (amorosos, familiares, profissionais). Ambos e praticamente todos os outros dramas que criamos para nossas vidas são frutos de apenas um fator: o Eu ausente! Uma parte muito significativa da minha própria personalidade preparou este logro indigesto. A minha própria mente, adaptada a mente da sociedade, é insuflada a sentir falta e buscar incessantemente “algo” que sempre estará fora da nossa imediata disponibilidade.
O que está sempre disponível é um único fator: o Eu presente!
Pergunto: Quando você treinou sua mente a buscar incessantemente algo? Quanto você treinou sua mente a sentir falta de alguma coisa? E o principal: Por que você treinou sua mente a ser infeliz?
Estas respostas não passam pelo pensamento. Se você pensou que ao resolver as questões acima o dinheiro vai fluir na sua conta no banco ou aquelas pessoas que você quer que estejam próximas de você atendendo seus desejos farão isto, eu sugiro que nem perca seu tempo, pois a sua infelicidade só fará aumentar. O Eu presente é uma consciência plena que não necessita de nada, não busca nada, não sente falta de nada. Está pleno, completo e ligado diretamente na consciência do universo.
Aprender é uma tarefa única. Ninguém aprende ou aprenderá por você. Estamos sujeito a inúmeras e infindáveis distrações, por isso eu desenvolvi um programa de coaching que pode facilitar o caminho. O programa é fruto da minha busca que começou quando percebi de forma clara as distrações e, assim, começaram a chegar informações, mudanças, transformações a cada momento e sobre as quais eu também estou aprendendo. Caso esteja na sua hora me escreva e vamos conversar sobre isso tudo e muito mais.
Saliento e esclareço que: o processo tem a sua própria velocidade; voltar é complicado; o resultado pode ser inesperado; não existe algo a alcançar; a liberdade tem um preço… e tudo vale a pena!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Olhos temerosos


A cada ciclo que passa gosto menos de como vejo a vida sendo vivida. Percebo o peso e quase sinto a mesma dor que transparece em olhos temerosos. Olhos esses que nem conseguem mais chorar, pois manifestam uma agonia constante de um sofrimento amargo e aprisionante, escondido quase sempre em um sorriso nervoso, incrédulo, distante.
As escolhas que não são feitas, as atitudes que não são tomadas, as decisões que não são executadas, todas elas se escondem numa mente fugidia, obsessiva, incapaz e encaminham para um futuro errôneo e disforme.
Se não tem futuro quem será punido além da própria vida?

Vazio inexorável, reconfortante, pacificado.


Nunca gostei muito de estar com grupos de pessoas. De uma ou outra maneira meus relacionamentos sociais sempre foram alicerçados em um número mínimo de pessoas próximas. Também muito pouco eu gravitei em volta de outras pessoas. Isso me incomodou. Hoje não incomoda mais. Aprecio que seja assim.
Não me sinto mais vazio apesar de sentir um vazio inexorável, reconfortante, pacificado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Amar ao próximo é fácil… quero ver amar a si mesmo!

Tecnicamente o principio do “amar ao próximo como a si mesmo” seria a universalidade desse sentimento, mas o problema está no que a mente consegue entender desta expressão. A mente não entende o amor como um sentimento, pois a mente vê o amor exatamente como ele é aplicado em nosso mundo: um desejo a ser satisfeito; aquilo que precisa ser conquistado; algo a ser possuído. Ela, a mente, entende e executa permanentemente o comando “amar a si mesmo”, pois trata da satisfação daquilo que queremos ou desejamos e isso tem lógica.
Buscamos o amor como um conceito de plenitude que seria sentido através do coração, mas a mente sabe que isso não é possível. Os sentimentos são por si só inertes. Os sentimentos são reagentes as emoções que as situações da vida nos causam.  A mente processa todas as informações existentes, perceptíveis ou não, conscientes ou não, e sabe o resultado: não é possível o amor ser pleno em nosso mundo, isso não tem lógica.
Então o desejo de “amar ao próximo como a si mesmo” é algo que não faremos, não nesse mundo, não nesse tempo.
Ame-se que já está muito bom!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pergunta sem resposta


Acho incrível respostas com silêncio. Elas dizem tanto, sem a necessidade de palavras e contextos. Colocar o silêncio numa conversa elimina a narrativa, quase sempre, cansativa e repetitiva de novas questões e outras explicações.
O silêncio como resposta insere o ápice certeiro ao fim que em outro caso seria modorrento ou acalorado.
O silêncio como resposta põe fim a convites, dúvidas, pedidos e outros infortúnios melancólicos que me tomariam tempo com coisas, algo ou alguém.
O silêncio como resposta silencia o interesse que não tenho e nem concedo. 
O silêncio como resposta machuca um pouco... 
 

Desculpa... Perdão... Poder...


Gosto do tema culpa, pois é sempre divertido observar o remoer da culpa. Pedir desculpa é algo tão importante quanto irrelevante, banal, é apenas mais uma convenção social que nada significa de verdadeiro.
Mas o curioso mesmo é o perdão. Ah, o perdão é maior, muito maior que a desculpa. O perdão é altruísta. O perdão é magnânimo. O perdão é poder!
O perdão cancela o erro? Hum, pintou uma dúvida aqui… brincadeira, é certo que não!
Quem pede perdão se perdoa? Dificilmente.
Quem ganha o perdão ganha o poder? Nunca.
Quem concede o perdão cede o poder? Jamais.
Quem possui o perdão possui a solução para o erro? Não.
Quem ganha o perdão ganha a redenção para o erro? Não.
O que significa pedir desculpa ou pedir perdão além de demonstrar uma relativa (e intrigante) boa educação familiar ou social? Nada, não tem significado nenhum.
A vida segue com culpa, com desculpa, com perdão ou sem perdão. A vida processa o conteúdo mental disso com a mesma urgência em repetir o mesmo erro, repetir, repetir ou errar novamente, de novo, outra vez.
Temos a inquietude do erro em busca de aprendizado (ensino fundamental). E repetir o erro para conquistar a desculpa (ensino médio). E errar novamente angariando o perdão (ensino superior).
Entre a culpa ou o perdão? O que houve foi o erro…
SE perdoar antes de pedir é uma excelente opção!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Minha atenção vai pra onde

Qual atenção eu dou ao que me interessa? Durante um tempo não definido eu dou total atenção.
Como tempo não definido é vago, vou citar como funciono nas seguintes situações abaixo:
a) interesse pessoal se esvai entre 6 a 12 meses;
b) interesse profissional se exaure entre 2 a 6 meses;
c) outras situações desligo entre 10 minutos e 30 dias.
O que significa isso? Significa que após o limite final se nada acontecer que me motive a continuar com a relação proposta o desinteresse toma conta e fim de papo. Mesmo não sendo assim direto, pois as interações podem levar a um tempo longo de convívio, o que ocorre é que minha mente deixa de se ligar ao que acontece no contexto da relação desenvolvida.
Reconheci isso e vivo bem melhor.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Certezas e consequências...


Eu vivo sozinho há três anos e não vejo, neste momento, outra forma de estar. Não foi uma escolha, pois tenho um filho e adoraria conviver com ele enquanto cresce e descobre como a vida é. Então viver sozinho hoje é uma consequência!
Esta consequência quando se apresentou como definida precisou ser pensada, analisada, avaliada e posta em prática. Me conhecer como indivíduo, além de algumas outras coisas importantes, me facilita entender que eu tenho manias, hábitos e certezas.
Manias e hábitos são um ponto da estrutura funcional de uma pessoa e, assim, se alteram, evoluem, somem ou são substituídos, mas de uma forma ou outra garantirão que a pessoa se reconheça e, talvez até, seja reconhecida.
As certezas são um outro caminho. Mais do que um outro caminho, as certezas são uma jornada quase involuntária de construção, constituição e controle. Uma certeza fica resguardada e será mantida em segredo íntimo
Minhas certezas são minhas certezas! Quem não tem isso?
Não imagino que eu seja uma companhia diária agradável, pois eu não gostaria de viver com alguém parecido comigo, essa é uma certeza.
Aceito isso e pronto!