O ponto de
vista é o segredo mais bem guardado nos meandros de nossa mente. Olhamos a
tudo, sempre, sob um ponto de vista. Ele pode ser próprio ou de outro, isso
está ligado a dependência de cada indivíduo ao que valida e a como valida à percepção das coisas. Hoje estamos validando tudo sem atribuir percepção do que
é que está acontecendo. E o que é que está acontecendo?
Estamos
vivendo um período de descortinamento, desconstrução. Desmantelar algo complexo
é doloroso. É mais simples construir em cima, sobrepor. Mas não é possível usar
esta técnica neste período. Estamos vivendo a mudança. Tudo está em transição.
Tudo. Nada está errado ou certo. A percepção advinda do ponto de vista está
brotando. Somos chamados a perceber o que está acontecendo.
O primeiro
impulso é tentar adequar o que está surgindo ao que conheço. Mas não vimos isso
ainda. O novo é algo ainda não vivenciado. Não existe adaptação. É mudança. E o
que muda é o ponto de vista, próprio. Ele é a ponta do descortinamento,
desconstrução. Ele é quem muda. E eu mudo junto.
Eu vejo as
coisas surgirem, algumas polêmicas, outras absurdas. Elas agora aparecem, são
expostas. Sempre foram mantidas em segredo, longe da minha observação,
percepção. Escondidas do meu ponto de vista. Não me era permitido ver, saber.
Hoje eu posso, eu vejo. Meu ponto de vista muda, eu percebo.
O segredo não
é mais estar certo, reto. As mudanças são absurdas, desorientam. Tudo que estava
escondido está sendo revelado, lembrando que nada está certo nem errado, nada vai permanecer
igual. Nada. Eu não vou.
O ponto de
vista se amplia, a percepção se expande. A mudança do ponto de vista acontece
quer queira, quer não, pois está tudo mudando. Nada muda, tudo muda. Sou eu
quem mudo, mudo a percepção do que vejo. Olhava para algo, alguma coisa e
interpretava a imagem de uma forma. Em algum momento olho essa mesma coisa,
esse algo e vejo, interpreto de outra forma. A coisa, o algo não importa. A mudança
é de ponto de vista. A mudança é em mim. Não há nada a fazer. Apenas aceitar.
E lembre-se:
o silêncio ajuda, sempre!
Mude. Aceite.
Participe.