segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Meu último texto sobre amor...

Depois talvez escreva sobre... Amor!
O amor que deixo agora é o amor humano, mental. Nunca mais esqueci disso: todo o sentimento humano, emoção humana é tudo fabricado pela mente. Felicidade e medo, paixão e ódio. É tudo fruto do mesmo processo químico apenas com resultados diferentes conforme a necessidade, conforme julgamos a situação, conforme nossa mente encontra algo similar no histórico de vida, nos ensinamentos que recebemos, nos condicionamentos a que fomos submetidos. O amor humano é apenas um falso positivo.
O Amor não existe em nosso contexto, na realidade o Amor seria algo entre a paz, a liberdade, o silêncio e o êxtase enchendo nosso Ser de um vazio pleno e sem faltas, sem desejos, sem imagens. O amor como gos qualificado e direcionado.
O Amor não tem sinônimo ou antônimo simplesmente porque nós não temos sinônimos ou antônimos. A melhor versão de um humano é exatamente a mesma coisa que a pior versão de um humano. São diferentes apenas porque julgamos sob um ponto de vista estranho ao daquele que está vivendo a própria experiência.
Sentir o Amor nunca será possível… sentimos tudo que nos aproxima ou afasta dos nossos desejos e classificamos isso conforme a distância: o mais distante é o ódio e o mais próximo é a paixão; peregrine
tamos de pensar e imaginamos sentir é o reflexo de nós mesmos em busca de algo. Tudo o que descreve o amor por mais lindo, suave e atraente que seja não é o que seria o Amor.
O sentimento que mais próximo estaria do Amor se o Amor pudesse ser sentido é o que percebemos como um querer carinhoso; aquela necessidade de proteger, cuidar; o desejo que tudo dê certo sempre; a vontade de abraçar. A emoção que provém desta percepção de sentir é um resquício do Amor que somos. E não é Amor pelo simples motivo que é seletivo,nessa trilha enquadrando a raiva, o carinho, o desprezo, o afeto no meio dos dois pontos principais e será possível entender porque o amor como sentimento é apenas o próprio interesse revelando a paixão ou o ódio por alguém, por algo ou por alguma coisa.
O amor humano é paixão, desejo, querer, possuir, usar, ter, dominar. O amor humano acaba, tem fim. O amor humano se transforma em aversão, repúdio, ódio. O amor humano, assim como a vida humana, tem prazo de validade e a validade está no prazo sustentado pela conveniência, pela praticidade ou pelo interesse.
O amor humano mais desejado é o amor humano por outro humano e esse é ainda mais limitado, pois ele dura o exato tempo que existe em uma equação simples: num primeiro momento os pensamentos ficam pouco tempo na mente e as ações e manifestações desse amor humano são constantes e intensas; próximo ao fim desta relação os pensamentos ficam por muito tempo na mente e as ações e manifestações desse amor humano passam a ser espaçadas e brandas, e assim o amor humano por outro humano está chegando ao fim.
Quando este amor ou esta forma de amar é entendido a vida humana pode ser uma experiencia muita boa, gratificante. É possível viver esse amor com toda essa complexa teia de prazeres e dores possíveis. É possível viver com outra pessoa e dividir com essa pessoa toda a verdade que seja possível transmitir através de gestos e palavras. É possível ser feliz com o amor humano, amando e sendo amado por outro humano, vivendo a experiência humana da forma mais ampla e poderosa que pode ser vivida.
É possível viver como humano e, assim, amar como um humano sabendo que Somos em essência o Amor que um humano jamais será.

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