Depois
talvez
escreva sobre...
Amor!
O
amor que deixo agora é o amor humano, mental. Nunca
mais
esqueci
disso: todo o sentimento humano, emoção humana é tudo fabricado
pela mente. Felicidade e medo,
paixão
e ódio. É tudo fruto do mesmo processo químico apenas
com resultados diferentes conforme a necessidade, conforme julgamos a
situação, conforme nossa mente encontra algo similar no histórico
de vida, nos ensinamentos que recebemos, nos condicionamentos a que
fomos submetidos. O amor humano é apenas um falso positivo.
O
Amor não existe em nosso contexto, na realidade o Amor seria algo
entre a paz, a liberdade, o silêncio e o êxtase enchendo nosso Ser
de um vazio pleno e sem faltas, sem desejos, sem imagens. O
amor como gos qualificado
e direcionado.
O
Amor não tem sinônimo ou antônimo simplesmente porque nós não
temos sinônimos ou antônimos. A melhor versão de um humano é
exatamente a mesma coisa que a pior versão de um humano. São
diferentes apenas porque julgamos sob um ponto de vista estranho ao
daquele que está vivendo a própria experiência.
Sentir
o Amor nunca será possível… sentimos tudo que nos aproxima ou
afasta dos nossos desejos e classificamos isso conforme a distância:
o mais distante é o ódio e o mais próximo é a paixão; peregrine
tamos de pensar e imaginamos sentir é o reflexo de nós
mesmos em busca de algo. Tudo o que descreve o amor por mais lindo,
suave e atraente que seja não é o que seria o Amor.
O
sentimento que mais próximo estaria do Amor se o Amor pudesse ser
sentido é o que percebemos
como um querer carinhoso; aquela
necessidade de proteger, cuidar; o desejo que tudo dê certo sempre; a
vontade de abraçar. A
emoção que
provém desta percepção de sentir
é
um resquício do Amor que somos. E não é Amor pelo simples motivo
que é seletivo,nessa trilha enquadrando a raiva, o carinho, o desprezo, o afeto no
meio dos dois
pontos principais e será possível entender porque o amor como
sentimento é apenas o próprio
interesse revelando a paixão ou o ódio por alguém, por algo ou por
alguma coisa.
O
amor humano é paixão, desejo, querer, possuir, usar, ter, dominar.
O amor humano acaba, tem fim. O amor humano se transforma em aversão,
repúdio, ódio. O amor humano, assim como a vida humana, tem prazo
de validade e a validade está no prazo sustentado pela conveniência,
pela praticidade ou pelo interesse.
O
amor humano mais desejado é o amor humano por outro humano e esse é
ainda mais limitado, pois ele dura o exato tempo que existe em uma
equação simples: num primeiro momento os pensamentos ficam pouco
tempo na mente e as ações e manifestações desse amor humano são
constantes e intensas; próximo ao fim desta relação os pensamentos
ficam por muito tempo na mente e as ações e manifestações desse
amor humano passam a ser espaçadas e brandas, e assim o amor humano
por outro humano está chegando ao fim.
Quando
este amor ou esta forma de amar é entendido a vida humana pode ser
uma experiencia muita boa, gratificante. É possível viver esse amor
com toda essa complexa teia de prazeres e dores possíveis. É
possível viver com outra pessoa e dividir com essa pessoa toda a
verdade que seja possível transmitir através de gestos e palavras.
É possível ser feliz com o amor humano, amando e sendo amado por
outro humano, vivendo a experiência humana da forma mais ampla e
poderosa que pode ser vivida.
É
possível viver como humano e, assim, amar como um humano sabendo que
Somos em essência o Amor que um humano jamais será.
Nenhum comentário:
Postar um comentário