A
cada ciclo que passa gosto menos de como vejo a vida sendo vivida.
Percebo o peso e quase sinto a mesma dor que transparece em olhos
temerosos. Olhos esses que nem conseguem mais chorar, pois manifestam
uma agonia constante de um sofrimento amargo e aprisionante,
escondido quase sempre em um sorriso nervoso, incrédulo, distante.
As
escolhas que não são feitas, as atitudes que não são tomadas, as
decisões que não são executadas, todas elas se escondem numa mente
fugidia, obsessiva, incapaz e encaminham para um futuro errôneo e
disforme.
Se
não tem futuro quem será punido além da própria vida?
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