Viver
para
sempre... Amigos
para
sempre... Relacionamentos
para sempre… Querer
que tudo seja eterno! Pensar
no conceito de vida
finita não abala à
própria existência, mas
pode complicar à experiência da vida.
A
mente
administra
um processo
independente do
meu
interesse ou
do meu esforço,
esse
processo é uma
busca, uma
pesquisa livre
e descompromissada
até
o
momento crucial,
definitivo
onde
a
dúvida inexorável
sobre o que
existe e
o que é real aparece.
A
partir deste momento a mente
resistirá
automaticamente a
qualquer
outro
processo que
apresente
mudança de hábitos,
mudança
do foco, mudança
de atitude com
relação aquela pesquisa livre e descompromissada.
No
contexto do que existe e o que é real a mente desejaria
ficar
testando
para
sempre
a
hipótese da vida eterna. Mas
como ela
não gosta de entrar
em contradição e
precisa
da
certificação, necessita de afirmação permanentes
e consistentes
de que está no controle e
é
por isso que
ela sugere de diversas formas e testa de diversas maneiras
essa
capacidade de
viver além da experiência da vida humana. Ela quer ser eterna de
qualquer jeito seja pela ressurreição ou pela reencarnação.
A
mente está sempre um nível abaixo do que eu posso, está distante
daquilo que eu preciso, e está em oposição ao que é possível. A
mente não suporta o conceito da experimentação. A mente não
admite que deixa de me comandar assim que eu atinjo o momento
crucial, definitivo onde a dúvida inexorável é respondida e eu me
reencontro, me completo e me esvazio e, assim, ela deixará de existir quando o jogo acabar.
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