quarta-feira, 27 de abril de 2016

O que vivemos?


A resposta é simples: nada! Não vivemos nada. Apenas olhamos o reflexo de uma imensidão de imagens a nossa volta. E damos atenção as imagens refletidas com as quais nos identificamos de alguma forma. Neste momento especial o reflexo marcante é a incapacidade de escolha.
Talvez pensar sobre isso abra uma janela de perspectiva, mas não creio que seja uma janela maior do que uma basculante padrão usada numa casa de bonecas e vista em uma gravura copiada num selo.
Escolher é uma das situações mais criticas a que somos expostos enquanto vivemos. Uma escolha tende a ser definitiva. Criamos vínculos profundos com o resultado de uma escolha. Concebemos afeto ao que foi escolhido. Defendemos. Sofremos. Vivemos por uma escolha!
Mas tudo muda! E se tudo muda, será que aquilo que nos levou a ter que fazer uma opção pode mudar? Então como manter por um tempo definitivo algo que, por lógica, serviria por um prazo definido? Como mudar uma escolha?