segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que é o "Eu Sou"?

O principal conceito que envolve a segunda missão da experiencia humana é o momento da descoberta do “Eu Sou”. Um ponto incrível é que isso não será realizado de forma consciente pela grande maioria dos experienciadores, pois esses estão vinculados com tal apego ao jogo da experiencia que não conseguem viver a experiencia.
O Eu Sou define o que eu não sou. O Eu Sou não é uma vantagem, uma vitória. O Eu Sou não é um prazer, um êxtase. O Eu Sou não se refere a fazer algo. O Eu Sou não me quer servindo a ninguém, nem mesmo a um mestre. O Eu Sou não é o bem contra o mal. O Eu Sou não purifica a personalidade, o ego. O Eu Sou não sou eu melhor.
O Eu Sou permite sair do estado de sono ilusório com toda a experiencia humana em andamento, pulsante e viva. O Eu Sou revela e desvela as regras do jogo da experiencia, permitindo assim viver de forma completa e executar com simplicidade a primeira missão da experiencia humana, no plano inicial, que nada mais é do que “voltar para casa”.

O Eu Sou é o caminho, a verdade e a vida.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O que é o sucesso?

Ter dinheiro? Sentir prazer? Se divertir? Fazer algo bem feito? Fazer parte de algo? Será que o sucesso é complexo? O sucesso é autossuficiente?
A pessoa que evoluiu da visão primária de que a vida é para sobreviver e, por isso, está em busca de alguma realização, com certeza está engajada no contexto de: fazer para ter e ser (mesmo que não saiba).
O ter é simples, é direto e reto, pois é o objetivo traçado. O ser é um complemento motivacional importante sendo algumas vezes o principal combustível para iniciar o processo do ter. Eles se isolam ou separam após a conquista do objetivo, da realização, quando o ser, na ampla maioria dos casos, passa a condição de dispensável, pois o ter assume o protagonismo amplo sendo agora ele o combustível principal da continuidade e ampliação do ter como sucesso.
No objetivo original o ter para ser está dividido em 3 grupos: coisas, experiências e (outras) pessoas. Normalmente estão segmentadas, isto é, cada uma recebe atenção máxima em sua vez, em seu momento e poucos são os casos em que o objetivo está unido permitindo a concretização ao mesmo tempo. Assim, e por isso mesmo, é que a realização não é atingida de forma plena, pois quando atingirmos a concretização em um grupo, um ou ambos dos demais estará numa “bagunça” só.
O sucesso precisa ser descoberto e realizado em equilíbrio. O equilíbrio é a chave. O sucesso é passageiro na vida. Ele vive a própria vida. E ele é independente. É necessário estar em equilíbrio com a equação ter e ser para o sucesso ser duradouro e, quiçá, permanente.
Não se esqueça que somos, nós humanos, instruídos desde a infância sobre a dualidade das coisas, isto é, tudo se resume a escassez ou abundância, tristeza ou felicidade, paixão ou ódio e o mais repetido bem ou mal. Isso é desequilíbrio.
E se isso for mudado? E se fosse possível rever o conceito de segmentação? E se alguém lhe dissesse que estar feliz o tempo todo seria uma experiência extenuante, cansativa, chata e vazia? E se alguém lhe dissesse que ser infeliz e sofrer a maior parte do tempo da sua vida não é o que está escrito no roteiro para viver?

Assim tenho uma pergunta simples: por quanto tempo ainda você vai preferir catar lixo para sua vida? 
 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O tempo medido

A vida está mais corrida, isso é um fato. É possível avaliar que é por um ou outro motivo, mas a verdade é que buscar qualquer explicação não irá alterar esta afirmação. E esta sensação real tem ocasionado frequentes distensões em nossas situações de vida, sejam elas profissionais ou pessoais. Os compromissos chegam a ser opressivos e, invariavelmente, estamos entre a explicação pelo esquecimento de um evento e um novo prazo não cumprido.
O que não nos damos conta é sobre os efeitos da imperceptível autopunição, pois ela se reflete nas mais obscuras e diretas formas de castigo pessoal. E tudo isto simplesmente porque nós aceitamos calados e conformados esta que é a imposição das repetitivas e insalubres novas obrigações. Os castigos pessoais mais comuns são expressos pelo excesso de peso ou de dívidas, pela repetição de acidentes ou discussões, entre tantas outras formas de punição.
O que fazer? É necessária uma postura diferente na forma de viver, pois uma condição que o humano sempre dispôs com facilidade no passado está funcionando de uma maneira distinta da qual fomos preparados. Esta condição é o tempo medido. Se a vida está mais corrida o tempo medido é que nos confirma essa sensação. O relógio também corre acompanhando o ritmo da vida. E a corrida do relógio não é permeável.
Somos humanos e nos acostumamos a errar, existe até uma frase repetida sempre e sempre que afirma, reafirma e confirma esta condição de inferioridade preconcebida. E essa condição de inferioridade alimenta a repetição deste ciclo de punição pelos compromissos perdidos no tempo medido. Como sair deste ciclo? Evolução da consciência.
Eu tive acesso consciente a uma maneira de contar o tempo que mudou minha percepção do tempo medido. Esta nova leitura encaixa o tempo medido na relação conhecida: passado, presente e futuro. Mas se tirarmos o presente, onde o tempo não existe, pois ele não é medido, temos o passado e o futuro. Se o tempo medido é fruto do que ocorreu no passado e do que vai acontecer no futuro é possível, através de uma consciência limpa, entender que tudo que não se relaciona com o tempo medido está no presente, normalmente descartado por não representar nada no cálculo do tempo medido. Explico melhor:
  1. O passado é o resultado do que ocorreu e foi contado naquele momento.
  2. O futuro só vai ser contado quando o presente estiver acontecendo lá.
  3. O presente é onde não é possível contar, apenas viver. .
O tempo medido pode ser controlado? Não. Olhe para o relógio por 10 segundos e tente fazê-lo parar. Tente fazê-lo voltar 10 segundos para reiniciar o exercício. Tente avançar 10 segundos para ver o resultado antecipado. Normalmente o tempo medido não é contado em segundos, mas sim por lembranças (memórias) ou desejos (memórias).

Nada na vida tem importância significativa quando o tempo medido é nossa vida. A vida acontece fora do tempo medido. Começamos uma nova etapa de situações de vida, menos opressoras e geradoras de conflitos quando abrimos o presente secreto de nossa verdadeira natureza, no caso, o momento presente.

A liberdade na ilusão está em viver a brincadeira...



A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira!!!
Repito: A liberdade na ilusão está em viver a brincadeira… A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira!!!
Viver a liberdade na ilusão é sofrido, difícil, pesado e triste, as vezes também é divertido, gostoso, leve e alegre. A escolha de como brincar é só minha. O quanto eu me dedico e comprometo com a brincadeira só depende de mim. Somente eu posso fazer da minha vida um filme. Somente eu sou protagonista no filme da minha vida.
Somente eu vivendo como protagonista da minha vida, posso experimentar um roteiro e outro, e outro, e tantos outros quantos forem os personagens disponíveis. Os mais variados ou repetitivos personagens nos mais diferentes contextos. Posso ser o personagem de uma profissão ou o personagem do trabalho. Posso ser o personagem adorador de um deus; ou de muitos mestres; ou de ninguém. Posso ser o personagem líder; ou liderado; ou independente. Posso ser o personagem pai, mãe, filho ou filha. Posso ser o personagem que sofre ou faz sofrer. Posso ser o personagem que vive muitas dores e tristezas, tantas outras paixões e alegrias. Posso ser qualquer personagem conceitual que tenha no roteiro e que eu queira interpretar…
Mas somente eu posso assistir ao filme da minha vida e saber se sofri ou se brinquei. Somente eu posso assistir ao filme da minha vida e querer repetir ou não…
A liberdade da ilusão está em saber que é uma brincadeira... e ela tem um fim!!!

O segundo sol


O segundo sol é apenas o retorno da Luz para mim... É simples assim!
Nosso amigo sol, que possibilita a vida nesse planeta, fornece o calor e concede a energia que necessitamos para viver a experiencia humana. Mas ele não nos dá a Luz. O sol é o fogo que conduz ao pó. O sol é fogo e não Luz.
A Luz é o fogo que consome sem arder ou queimar. O segundo sol é a Luz que dizima a sombra. À sombra é a falta da Luz em mim. Assim, somente eu posso acabar com a sombra que me atormenta. Somente eu posso buscar o segundo sol. Somente eu posso buscar a Luz. Somente eu posso ser consumido pelo fogo da Luz que, ardendo e queimando em mim, iluminará a sombra que não existe. Somente eu sou a Luz!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para sempre, eterno


Viver para sempre... Amigos para sempre... Relacionamentos para sempre… Querer que tudo seja eterno! Pensar no conceito de vida finita não abala à própria existência, mas pode complicar à experiência da vida.
A mente administra um processo independente do meu interesse ou do meu esforço, esse processo é uma busca, uma pesquisa livre e descompromissada até o momento crucial, definitivo onde a dúvida inexorável sobre o que existe e o que é real aparece. A partir deste momento a mente resisti automaticamente a qualquer outro processo que apresente mudança de hábitos, mudança do foco, mudança de atitude com relação aquela pesquisa livre e descompromissada.
No contexto do que existe e o que é real a mente desejaria ficar testando para sempre a hipótese da vida eterna. Mas como ela não gosta de entrar em contradição e precisa da certificação, necessita de afirmação permanentes e consistentes de que está no controle e é por isso que ela sugere de diversas formas e testa de diversas maneiras essa capacidade de viver além da experiência da vida humana. Ela quer ser eterna de qualquer jeito seja pela ressurreição ou pela reencarnação.
A mente está sempre um nível abaixo do que eu posso, está distante daquilo que eu preciso, e está em oposição ao que é possível. A mente não suporta o conceito da experimentação. A mente não admite que deixa de me comandar assim que eu atinjo o momento crucial, definitivo onde a dúvida inexorável é respondida e eu me reencontro, me completo e me esvazio e, assim, ela deixará de existir quando o jogo acabar.


Aquilo que era necessário


À mudança mais caricata que observo e observei em mim e também nas personalidades que são seguidores, que são trabalhadoras da luz e para a luz, é a presença de uma forte personalidade, de um ego muito, mas muito forte, marcante mesmo.
Para mim não é difícil viver com isso, pois eu demorei para me observar, para começar a me observar e até para entender isto, mas é evidente que a luz precisou que os seus trabalhadores fossem pessoas, humanos que tinham a convicção e uma sólida dúvida sobre quem são e o que são.
Não é possível construir de fora do contexto humano essa dúvida. Para isso é necessário uma base, é necessário que a personalidade humana, o ego, tenha se formado e com muita clareza, com muita substância, sem certezas porque assim fica muito mais fácil para mudar. Assim que atribuída a busca, ela surge com maior intensidade, emerge como uma chama, desponta como um fogo aterrador pra quem percebia e sentia que nem tudo estava presente, que faltava alguma coisa, que alguma coisa mais ainda era necessária para que a personalidade pudesse evoluir.  
E a evolução, conforme eu vivi, conforme muitos apreenderam, a evolução é muito diferente do que a gente pensava. A evolução é bem diferente, ela é isenta de conceitos. A evolução não é evoluir a personalidade. A evolução não é saber. A evolução é viver a experiencia humana, viver a condição de humildade imposta a um corpo frágil. A evolução é não fingir ser o que se é, e nem ser o que se finge. Viver humano, ser humano e ser tudo, sem ser nada.