quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O que é o sucesso?

Ter dinheiro? Sentir prazer? Se divertir? Fazer algo bem feito? Fazer parte de algo? Será que o sucesso é complexo? O sucesso é autossuficiente?
A pessoa que evoluiu da visão primária de que a vida é para sobreviver e, por isso, está em busca de alguma realização, com certeza está engajada no contexto de: fazer para ter e ser (mesmo que não saiba).
O ter é simples, é direto e reto, pois é o objetivo traçado. O ser é um complemento motivacional importante sendo algumas vezes o principal combustível para iniciar o processo do ter. Eles se isolam ou separam após a conquista do objetivo, da realização, quando o ser, na ampla maioria dos casos, passa a condição de dispensável, pois o ter assume o protagonismo amplo sendo agora ele o combustível principal da continuidade e ampliação do ter como sucesso.
No objetivo original o ter para ser está dividido em 3 grupos: coisas, experiências e (outras) pessoas. Normalmente estão segmentadas, isto é, cada uma recebe atenção máxima em sua vez, em seu momento e poucos são os casos em que o objetivo está unido permitindo a concretização ao mesmo tempo. Assim, e por isso mesmo, é que a realização não é atingida de forma plena, pois quando atingirmos a concretização em um grupo, um ou ambos dos demais estará numa “bagunça” só.
O sucesso precisa ser descoberto e realizado em equilíbrio. O equilíbrio é a chave. O sucesso é passageiro na vida. Ele vive a própria vida. E ele é independente. É necessário estar em equilíbrio com a equação ter e ser para o sucesso ser duradouro e, quiçá, permanente.
Não se esqueça que somos, nós humanos, instruídos desde a infância sobre a dualidade das coisas, isto é, tudo se resume a escassez ou abundância, tristeza ou felicidade, paixão ou ódio e o mais repetido bem ou mal. Isso é desequilíbrio.
E se isso for mudado? E se fosse possível rever o conceito de segmentação? E se alguém lhe dissesse que estar feliz o tempo todo seria uma experiência extenuante, cansativa, chata e vazia? E se alguém lhe dissesse que ser infeliz e sofrer a maior parte do tempo da sua vida não é o que está escrito no roteiro para viver?

Assim tenho uma pergunta simples: por quanto tempo ainda você vai preferir catar lixo para sua vida? 
 

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