Ter
dinheiro? Sentir prazer? Se divertir? Fazer algo bem feito? Fazer
parte de algo? Será
que o sucesso é complexo? O sucesso é autossuficiente?
A
pessoa que evoluiu da visão primária de que a vida é para
sobreviver e, por isso, está em busca de alguma realização, com
certeza está engajada no contexto de: fazer para ter
e ser
(mesmo que não saiba).
O
ter
é simples, é direto e reto, pois é o objetivo traçado. O ser
é um complemento motivacional importante sendo algumas vezes o
principal combustível para iniciar o processo do ter.
Eles se isolam ou separam após a conquista do objetivo, da
realização, quando o ser,
na ampla maioria dos casos, passa a condição de dispensável, pois
o ter
assume o protagonismo amplo sendo agora ele o combustível principal
da continuidade e ampliação do ter
como sucesso.
No
objetivo original o ter
para ser
está dividido em 3 grupos: coisas,
experiências e (outras) pessoas.
Normalmente estão segmentadas, isto é, cada uma recebe atenção
máxima em sua vez, em seu momento e poucos são os casos em que o
objetivo está unido permitindo a concretização ao mesmo tempo.
Assim, e por isso mesmo, é que a realização não é atingida de
forma plena, pois quando atingirmos a concretização em um grupo, um
ou ambos dos demais estará numa “bagunça” só.
O
sucesso precisa ser descoberto e realizado em equilíbrio. O
equilíbrio é a chave. O sucesso é passageiro na vida. Ele vive a
própria vida. E ele é independente. É necessário estar em
equilíbrio com a equação ter e ser para o sucesso
ser duradouro e, quiçá, permanente.
Não
se esqueça que somos, nós humanos, instruídos desde a infância
sobre a dualidade das coisas, isto é, tudo se resume a escassez ou
abundância, tristeza ou felicidade, paixão ou ódio e o mais
repetido bem ou mal. Isso é desequilíbrio.
E
se isso for mudado? E se fosse possível rever o conceito de
segmentação? E se alguém lhe dissesse que estar feliz o tempo todo
seria uma experiência extenuante, cansativa, chata e vazia? E se
alguém lhe dissesse que ser infeliz e sofrer a maior parte do tempo
da sua vida não é o que está escrito no roteiro para viver?
Assim
tenho uma pergunta simples: por quanto tempo ainda você vai preferir
catar lixo para sua vida?
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