quarta-feira, 12 de abril de 2017

Emoções e ação emocional

Boa parte da manifestação mental produzida é fruto de uma emoção ou melhor de uma ação emocional. A emoção é rápida na sua própria ação no corpo e na mente; é fraca ou intensa; é ruim ou boa. Tanto faz. Mas a emoção é o estopim de uma reação emocional.
A reação emocional quando cessa num espaço de tempo curto não causa transtornos. A permanência da reação emocional na mente é fato motivador para perpetuar, repetir e tornar fixa uma forma de agir. Neste momento já não é mais uma reação, agora é uma ação pura e simples. Assim nasce a ação emocional.
A motivação criada pela ação emocional impede a mente de sair do fluxo repetitivo e não racional que por sua vez é fruto da emoção que se extinguiu por si só, no seu próprio prazo de duração.
É preciso e imperioso para a vida humana que as emoções sejam vividas e experienciadas como tal, mas conviver permanentemente com ações emocionais é danoso para a vida humana diária e para qualquer cenário que possa ser construído na mente enferma.
Nossa construção mental é basicamente feita de testes. Os pensamentos involuntários convivem com os pensamentos coordenados formando um cenário onde a mente produz variantes, hipóteses. As hipóteses e variantes são testadas infinitamente até que, de alguma forma, o cenário seja aprazível. Nós em essência buscamos o prazer, não esqueça disso nunca.
Com um cenário de conquista estabelecido a mente produz a antítese do mesmo cenário para confrontar-se a si própria, pois ao mesmo tempo que nossa essência busca o prazer a alma está vinculada a purgar o prazer usando o sofrimento.

Então nas pequenas peças em que atuamos diariamente não entendemos o enredo de forma total até que os cenários se sobreponham. Na prática é aquela sensação de não saber decidir, pois a decisão é a opção por um dos cenários. E escolher entre sofrer para se purificar ou conquistar para o prazer é com certeza a decisão mais difícil.