sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Porque respirar é só o começo...


Respirar é um dos inúmeros processos automáticos que o nosso corpo executa para nos manter em plena atividade ou sob outro foco é a prova de que estamos vivos. Você não se prepara para respirar, tampouco se concentra para isso, simplesmente respira. Muitos outros processos fisiológicos são executados assim da mesma forma espontânea e tudo isso porque a gestão do corpo sabe sobre a necessidade deles e repete-os sem avaliar, sem questionar, sem um comando especifico. É vital e natural, salvo algum distúrbio genético ou sequela.
Ler, cozinhar, dirigir, entre tantas outras coisas, precisaram ser ensinadas para a mente. O “curso” é intensivo para que cada parte do corpo que esteja envolvida faça alguma coisa especifica, por exemplo: a contração dos nervos e músculos de todo o braço e mão no exato momento de mudar a página de um livro. Isso é automatizado para que você não precise enviar um comando especifico para cada músculo e cada nervo toda vez que estiver lendo. Estas novas tarefas também serão repetidas de maneira espontânea sempre que necessárias. Para tanto, basta apenas à intenção de ler o livro e todo resto será executado de forma instintiva, pois sua consciência já aprendeu sobre isso. Faça um exercício e descreva quantos movimentos são necessários para pegar o livro e virar a página, pense em tudo a partir do ponto onde você está (lendo este artigo) até onde está o livro. Garanto que será um espanto.
Estas são as coisas boas que nossa mente aprende, mas existem outras infelizmente, muitas outras de outros tipos.
Bilhões de pessoas hoje estão executando o básico em suas vidas. Estão vivendo numa rotina insatisfatória e estressante, com breves momentos de alegria que entrecortam longos períodos de melancolia e angústia. Vivem pela busca de algo, mas imersos na aflição fluente e abundante. Você mesmo pode ter alguma coisa neste momento que atormenta sua existência, vou usar só dois exemplos que são a maioria dos casos: a falta de dinheiro ou problema nos relacionamentos (amorosos, familiares, profissionais). Ambos e praticamente todos os outros dramas que criamos para nossas vidas são frutos de apenas um fator: o Eu ausente! Uma parte muito significativa da minha própria personalidade preparou este logro indigesto. A minha própria mente, adaptada a mente da sociedade, é insuflada a sentir falta e buscar incessantemente “algo” que sempre estará fora da nossa imediata disponibilidade.
O que está sempre disponível é um único fator: o Eu presente!
Pergunto: Quando você treinou sua mente a buscar incessantemente algo? Quanto você treinou sua mente a sentir falta de alguma coisa? E o principal: Por que você treinou sua mente a ser infeliz?
Estas respostas não passam pelo pensamento. Se você pensou que ao resolver as questões acima o dinheiro vai fluir na sua conta no banco ou aquelas pessoas que você quer que estejam próximas de você atendendo seus desejos farão isto, eu sugiro que nem perca seu tempo, pois a sua infelicidade só fará aumentar. O Eu presente é uma consciência plena que não necessita de nada, não busca nada, não sente falta de nada. Está pleno, completo e ligado diretamente na consciência do universo.
Aprender é uma tarefa única. Ninguém aprende ou aprenderá por você. Estamos sujeito a inúmeras e infindáveis distrações, por isso eu desenvolvi um programa de coaching que pode facilitar o caminho. O programa é fruto da minha busca que começou quando percebi de forma clara as distrações e, assim, começaram a chegar informações, mudanças, transformações a cada momento e sobre as quais eu também estou aprendendo. Caso esteja na sua hora me escreva e vamos conversar sobre isso tudo e muito mais.
Saliento e esclareço que: o processo tem a sua própria velocidade; voltar é complicado; o resultado pode ser inesperado; não existe algo a alcançar; a liberdade tem um preço… e tudo vale a pena!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Olhos temerosos


A cada ciclo que passa gosto menos de como vejo a vida sendo vivida. Percebo o peso e quase sinto a mesma dor que transparece em olhos temerosos. Olhos esses que nem conseguem mais chorar, pois manifestam uma agonia constante de um sofrimento amargo e aprisionante, escondido quase sempre em um sorriso nervoso, incrédulo, distante.
As escolhas que não são feitas, as atitudes que não são tomadas, as decisões que não são executadas, todas elas se escondem numa mente fugidia, obsessiva, incapaz e encaminham para um futuro errôneo e disforme.
Se não tem futuro quem será punido além da própria vida?

Vazio inexorável, reconfortante, pacificado.


Nunca gostei muito de estar com grupos de pessoas. De uma ou outra maneira meus relacionamentos sociais sempre foram alicerçados em um número mínimo de pessoas próximas. Também muito pouco eu gravitei em volta de outras pessoas. Isso me incomodou. Hoje não incomoda mais. Aprecio que seja assim.
Não me sinto mais vazio apesar de sentir um vazio inexorável, reconfortante, pacificado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Amar ao próximo é fácil… quero ver amar a si mesmo!

Tecnicamente o principio do “amar ao próximo como a si mesmo” seria a universalidade desse sentimento, mas o problema está no que a mente consegue entender desta expressão. A mente não entende o amor como um sentimento, pois a mente vê o amor exatamente como ele é aplicado em nosso mundo: um desejo a ser satisfeito; aquilo que precisa ser conquistado; algo a ser possuído. Ela, a mente, entende e executa permanentemente o comando “amar a si mesmo”, pois trata da satisfação daquilo que queremos ou desejamos e isso tem lógica.
Buscamos o amor como um conceito de plenitude que seria sentido através do coração, mas a mente sabe que isso não é possível. Os sentimentos são por si só inertes. Os sentimentos são reagentes as emoções que as situações da vida nos causam.  A mente processa todas as informações existentes, perceptíveis ou não, conscientes ou não, e sabe o resultado: não é possível o amor ser pleno em nosso mundo, isso não tem lógica.
Então o desejo de “amar ao próximo como a si mesmo” é algo que não faremos, não nesse mundo, não nesse tempo.
Ame-se que já está muito bom!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pergunta sem resposta


Acho incrível respostas com silêncio. Elas dizem tanto, sem a necessidade de palavras e contextos. Colocar o silêncio numa conversa elimina a narrativa, quase sempre, cansativa e repetitiva de novas questões e outras explicações.
O silêncio como resposta insere o ápice certeiro ao fim que em outro caso seria modorrento ou acalorado.
O silêncio como resposta põe fim a convites, dúvidas, pedidos e outros infortúnios melancólicos que me tomariam tempo com coisas, algo ou alguém.
O silêncio como resposta silencia o interesse que não tenho e nem concedo. 
O silêncio como resposta machuca um pouco... 
 

Desculpa... Perdão... Poder...


Gosto do tema culpa, pois é sempre divertido observar o remoer da culpa. Pedir desculpa é algo tão importante quanto irrelevante, banal, é apenas mais uma convenção social que nada significa de verdadeiro.
Mas o curioso mesmo é o perdão. Ah, o perdão é maior, muito maior que a desculpa. O perdão é altruísta. O perdão é magnânimo. O perdão é poder!
O perdão cancela o erro? Hum, pintou uma dúvida aqui… brincadeira, é certo que não!
Quem pede perdão se perdoa? Dificilmente.
Quem ganha o perdão ganha o poder? Nunca.
Quem concede o perdão cede o poder? Jamais.
Quem possui o perdão possui a solução para o erro? Não.
Quem ganha o perdão ganha a redenção para o erro? Não.
O que significa pedir desculpa ou pedir perdão além de demonstrar uma relativa (e intrigante) boa educação familiar ou social? Nada, não tem significado nenhum.
A vida segue com culpa, com desculpa, com perdão ou sem perdão. A vida processa o conteúdo mental disso com a mesma urgência em repetir o mesmo erro, repetir, repetir ou errar novamente, de novo, outra vez.
Temos a inquietude do erro em busca de aprendizado (ensino fundamental). E repetir o erro para conquistar a desculpa (ensino médio). E errar novamente angariando o perdão (ensino superior).
Entre a culpa ou o perdão? O que houve foi o erro…
SE perdoar antes de pedir é uma excelente opção!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Minha atenção vai pra onde

Qual atenção eu dou ao que me interessa? Durante um tempo não definido eu dou total atenção.
Como tempo não definido é vago, vou citar como funciono nas seguintes situações abaixo:
a) interesse pessoal se esvai entre 6 a 12 meses;
b) interesse profissional se exaure entre 2 a 6 meses;
c) outras situações desligo entre 10 minutos e 30 dias.
O que significa isso? Significa que após o limite final se nada acontecer que me motive a continuar com a relação proposta o desinteresse toma conta e fim de papo. Mesmo não sendo assim direto, pois as interações podem levar a um tempo longo de convívio, o que ocorre é que minha mente deixa de se ligar ao que acontece no contexto da relação desenvolvida.
Reconheci isso e vivo bem melhor.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Certezas e consequências...


Eu vivo sozinho há três anos e não vejo, neste momento, outra forma de estar. Não foi uma escolha, pois tenho um filho e adoraria conviver com ele enquanto cresce e descobre como a vida é. Então viver sozinho hoje é uma consequência!
Esta consequência quando se apresentou como definida precisou ser pensada, analisada, avaliada e posta em prática. Me conhecer como indivíduo, além de algumas outras coisas importantes, me facilita entender que eu tenho manias, hábitos e certezas.
Manias e hábitos são um ponto da estrutura funcional de uma pessoa e, assim, se alteram, evoluem, somem ou são substituídos, mas de uma forma ou outra garantirão que a pessoa se reconheça e, talvez até, seja reconhecida.
As certezas são um outro caminho. Mais do que um outro caminho, as certezas são uma jornada quase involuntária de construção, constituição e controle. Uma certeza fica resguardada e será mantida em segredo íntimo
Minhas certezas são minhas certezas! Quem não tem isso?
Não imagino que eu seja uma companhia diária agradável, pois eu não gostaria de viver com alguém parecido comigo, essa é uma certeza.
Aceito isso e pronto!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O medo não dá medo!


O medo é um vicio! Talvez o pior de todos eles, pois não é nem considerado como tal. É apresentado, evidenciado e difundido em todos os lugares e momentos.
Somos incitados a viver com ele em nossas vidas: lemos sobre ele nos informativos; falamos sobre ele no trabalho, na escola, no banco e, principalmente, em casa onde assistimos as honras concedidas a ele nos programas na TV. Ensinamos nossos filhos e netos sobre o medo com rigor catastrófico e definitivo.
É dificílimo identificar esse vicio e, assim, é improvável agir contra ele, pois no estado quase permanente de medo em que nos acostumamos a viver é perceptível que a nossa mente se acalma.
O medo é como se fosse um reagente químico neural derivado de um processo sensorial pouco conhecido, mas que na prática nos aprisiona de forma letárgica ao mesmo tempo em que um impulso genético e social nos faz buscar por ainda mais medo.
O alerta interno de perigo é um sinal evidente e importantíssimo para nossa mente entrar em estado de atenção total com algo e, num ponto crucial, proteger a própria vida. O perigo ativa as sensações do medo necessários para a preservação de algo que estamos na iminência de talvez perder.
Mas ao contrário, o medo sem perigo posiciona a vida num estado de desatenção com ela própria que coloca o objetivo de viver em uma franca redundância fatídica.
Sentir medo em uma situação de perigo é normal, mas não ver o perigo que existe no medo permanente é fatal para a vida, principalmente, no que ela pode ser experimentada.
Cuidado porque o medo é como uma pessoa conhecida, alguém que cruzamos quase que diariamente e que se torna uma pessoa próxima sem o ser.  
O medo é isso, o medo não dá medo!

Vai uma culpa aí???


Me desculpem, mas sem culpa não existiria a vida social, ao menos segundo a viagem da humanidade pela rota de Adão e (a culpada da) Eva com a maça e aquela coisa toda…
A culpa emocional nasce e é gestada internamente no meu pensamento, apenas nele. Ela, a culpa, cresce e se fortalece na medida em que a alimento com meu pensamento, obtendo novas informações que vem do meu pensamento, embasadas em fatos que o meu pensamento cria e valida. A causa é aleatória, mas pode ser dirigida a algo ou alguém que invariavelmente não sabe nada sobre o que me incomoda. Mas essa pessoa é culpada, inclusive por isso!
Eu me culpo pelo que fiz, pelo que não fiz, pelo que não farei e te culpo por tudo isso e, ainda, por tudo que não fizestes, não me faz e não me farás.
Enfim, culpa faz parte do dia a dia emocional, sentimental e digestivo (o lance da maça, mas também pode ser pela gula no último final de semana…). Culpa é um tempero bem interessante na vida, mas evite usar junto ao sal pois a pressão sanguínea pode não suportar… e não harmoniza com nenhum vinho ou cerveja!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A paz e o silêncio!


Entender que a paz não é a inexistência de confusão, violência ou guerra; que o silêncio não é a ausência de ruído ou som; talvez tenha sido o meu maior conflito.
Demorei para encontrar a paz nesse atribulado e barulhento mundo. Algumas posturas novas na minha vida foram importantes, por exemplo: ficar quieto ajudou muito, desta forma nasceu naturalmente um novo e valioso hábito; passei a desconsiderar meus desejos imediatos e, assim, o hábito novo foi sendo construído; diminuí minha expectativa de eventos futuros gradualmente e, com isso, o novo hábito ganhou solidez; parei de buscar referências passadas e conhecidas, permitindo ao novo hábito ser fluído e se consolidar.
Quando esse novo hábito deixou de ser um exercício o espaço estava aberto e foi ocupado imediatamente pela paz e pelo silêncio. A paz e o silêncio que advém em conjunto, nem antes e nem depois, são o resultado direto de abandonar o velho e angustiante hábito de ouvir os pensamentos como sendo suas próprias manifestações e, ainda pior, como sendo ordens importantes a serem seguidas.
Só um novo hábito pode limpar a rotina de velhos hábitos!