segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O medo não dá medo!


O medo é um vicio! Talvez o pior de todos eles, pois não é nem considerado como tal. É apresentado, evidenciado e difundido em todos os lugares e momentos.
Somos incitados a viver com ele em nossas vidas: lemos sobre ele nos informativos; falamos sobre ele no trabalho, na escola, no banco e, principalmente, em casa onde assistimos as honras concedidas a ele nos programas na TV. Ensinamos nossos filhos e netos sobre o medo com rigor catastrófico e definitivo.
É dificílimo identificar esse vicio e, assim, é improvável agir contra ele, pois no estado quase permanente de medo em que nos acostumamos a viver é perceptível que a nossa mente se acalma.
O medo é como se fosse um reagente químico neural derivado de um processo sensorial pouco conhecido, mas que na prática nos aprisiona de forma letárgica ao mesmo tempo em que um impulso genético e social nos faz buscar por ainda mais medo.
O alerta interno de perigo é um sinal evidente e importantíssimo para nossa mente entrar em estado de atenção total com algo e, num ponto crucial, proteger a própria vida. O perigo ativa as sensações do medo necessários para a preservação de algo que estamos na iminência de talvez perder.
Mas ao contrário, o medo sem perigo posiciona a vida num estado de desatenção com ela própria que coloca o objetivo de viver em uma franca redundância fatídica.
Sentir medo em uma situação de perigo é normal, mas não ver o perigo que existe no medo permanente é fatal para a vida, principalmente, no que ela pode ser experimentada.
Cuidado porque o medo é como uma pessoa conhecida, alguém que cruzamos quase que diariamente e que se torna uma pessoa próxima sem o ser.  
O medo é isso, o medo não dá medo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário