O
medo é um vicio! Talvez o pior de todos eles, pois não é nem
considerado como tal. É apresentado, evidenciado e difundido em
todos os lugares e momentos.
Somos
incitados a viver com ele em nossas vidas: lemos sobre ele nos
informativos; falamos sobre ele no trabalho, na
escola,
no banco e, principalmente, em casa onde assistimos as
honras concedidas a ele
nos
programas na
TV. Ensinamos nossos
filhos
e netos sobre o medo com rigor catastrófico e definitivo.
É
dificílimo identificar esse vicio e, assim,
é improvável agir contra ele, pois no estado quase permanente de
medo em que nos acostumamos a viver é
perceptível que
a nossa mente se acalma.
O
medo é
como se fosse
um reagente químico neural
derivado de um processo sensorial pouco conhecido, mas que na
prática
nos aprisiona de
forma
letárgica
ao mesmo tempo em que um impulso genético e social nos faz buscar
por
ainda
mais medo.
O
alerta interno de perigo é um sinal evidente e importantíssimo para
nossa mente entrar em estado de atenção total com algo e, num ponto
crucial, proteger a própria vida. O perigo ativa as sensações do
medo necessários para a preservação de algo que estamos na
iminência de talvez perder.
Mas
ao contrário,
o medo sem
perigo
posiciona a vida num estado de desatenção com ela própria que
coloca o objetivo de viver em uma franca redundância fatídica.
Sentir
medo em uma situação de perigo é normal, mas não ver o perigo que
existe no medo permanente é fatal para a vida, principalmente, no
que ela pode ser experimentada.
Cuidado
porque o medo
é como
uma
pessoa
conhecida,
alguém
que cruzamos quase que diariamente e
que se torna uma
pessoa próxima
sem o ser.
O
medo é
isso, o medo
não dá medo!
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