Entender
que a paz não é a inexistência de confusão, violência ou guerra;
que o silêncio não é a ausência de ruído ou som; talvez tenha
sido o meu maior conflito.
Demorei
para encontrar a paz nesse atribulado e barulhento mundo. Algumas
posturas novas na minha vida foram importantes, por exemplo: ficar
quieto ajudou muito, desta forma nasceu naturalmente um novo e
valioso hábito; passei a desconsiderar meus desejos imediatos e,
assim, o hábito novo foi sendo construído; diminuí minha
expectativa de eventos futuros gradualmente e, com isso, o novo
hábito ganhou solidez; parei de buscar referências passadas e
conhecidas, permitindo ao novo hábito ser fluído e se consolidar.
Quando
esse novo hábito deixou de ser um exercício o espaço estava aberto
e foi ocupado imediatamente pela paz e pelo silêncio. A paz e o
silêncio que advém em conjunto, nem antes e nem depois, são o
resultado direto de abandonar o velho e angustiante hábito de ouvir
os pensamentos como sendo suas próprias manifestações e, ainda
pior, como sendo ordens importantes a serem seguidas.
Só
um novo hábito pode limpar a rotina de velhos hábitos!
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