sábado, 20 de janeiro de 2018

Sentenças e resoluções... do ano novo

Já temos quase um mês que o ano mudou, então é uma boa hora de avaliar sobre sentenças e resoluções... do ano novo.
Começo por lembrar que é muito fácil atrapalhar a ajuda do universo ao meu dia a dia. Enquanto o universo age na progressão de situações que buscam satisfazer meus pedidos, eu ajo em sentenças terminativas, nem sempre conscientes, mas consistentes com as aspirações de problemas e dificuldades incutidas em minha mente por anos e anos de aprendizado. Isso é fortuito e não intencional na maioria das vezes.
Sentenciar é, basicamente, emitir uma firmação de qualquer tipo criando assim um vínculo de comprometimento num ato de expressão. Uma firmação mesmo que negativa é sempre uma sentença. E toda sentença provem de uma crença. E minhas crenças são os frutos do que eu conheço, aprendi. E o que eu conheço é, no máximo, o meu próprio modo de agir que é diferente do mecanismo do universo.
Uma das repetidas e repetitivas tentativas de afugentar meu mal funcionamento com relação às sentenças manifestadas é a expectativa depositada nas resoluções de ano novo. O casamento perfeito entre o dispensável e o irrealizável. Até aqui alguma novidade? Mas onde está a firmação da sentença de uma resolução de ano novo? No vazio, no vazio da esperança de que de um dia para o outro serei confiante e comprometido.
No universo não existe ruim ou bom. Esperança ou expectativa. Um pedido é um pedido. E ele será atendido de alguma forma. A sentença que corrobora uma firmação não é substituída por uma intenção de melhoria. A intenção é a pólvora, nada mais que isso. E a resolução é a simples intenção. Assim temos uma explosão manifestada ao universo, cercada de emoção e expectativa.
E onde está o problema em firmar uma sentença no ano novo? não existe nenhum problema, aliás, essa firmação pode ser feita hoje mesmo, agora! Desde que você consiga refutar a contra-argumentação que será proposta pela própria mente que aprendeu e conhece a dificuldade, a dúvida e a desistência como forma de manter o controle dentro do que é conhecido. E o que mais é conhecido é o que estou acostumado a validar. Por isso que ansiedade, temor e receio de ir em frente sempre surgem para sustar qualquer possibilidade de avanço.

Volto ao funcionamento do universo... e ao meu próprio funcionamento e assim me pergunto: quem deve mudar? 

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