Existem
muitas formas de buscar o autoconhecimento. É só procurar na internet. O
cardápio é extenso e variado, tem para todos os desejos. Quase tudo é bom ou
ruim, depende sempre de quanto de ‘auto’, de ‘conhecer’ e de ‘cimento’ é
ofertado...
Mas a famosa
versão prática de viver a vida autoconhecida é menos apresentada ou oferecida.
Até entendo, pois cada um vive a sua vida. E vivendo a minha experiência
somente eu sei como viver a minha vida autoconhecida. Então escrever sobre isso
é exatamente como viver isso: pessoal e intransferível.
O começo da
minha experiência não leva a nada muito brilhante, buscava o autoconhecimento
para melhorar a vida ordinária. No meu caso não existia um vazio existencial
explicito ou angustiante. Eram apenas dúvidas genéricas e até meio bobas sobre
algumas coisas que eu não entendia. Nada importante nem de mencionar.
Mas o tempo
passa. E usando a parte do ‘auto’ não automatizada e em constante mutação sei
que a experiência da vida ordinária autoconhecida transcorre livre. E sabendo,
agora, reconhecer situações pelo ‘conhecer’ explorado e praticado sei também
que o ‘cimento’ é desnecessário, aliás deve ser esquecido e desprezado. Mudei
para o autoconhecer e conviver com o reconhecer simples e direto.
A vida
autoconhecida é mutante ou não fixa. Deve ser praticada ou experienciada. Não é
como nos livros ou artigos ou palestras. É mais simples e mais complexa. É sutil
e vigorosa. Na prática a vida ordinária autoconhecida não muda nada, apenas
muda tudo que importa. Viver a vida ordinária autoconhecida não aterroriza, não
amedronta e nem sufoca. Não preenche o vazio, mas mantém o vazio preenchido de
paz e silencio.
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