Boa parte
da manifestação mental produzida é fruto de uma emoção ou melhor de uma ação
emocional. A emoção é rápida na sua própria ação no corpo e na mente; é fraca
ou intensa; é ruim ou boa. Tanto faz. Mas a emoção é o estopim de uma reação
emocional.
A reação
emocional quando cessa num espaço de tempo curto não causa transtornos. A
permanência da reação emocional na mente é fato motivador para perpetuar,
repetir e tornar fixa uma forma de agir. Neste momento já não é mais uma
reação, agora é uma ação pura e simples. Assim nasce a ação emocional.
A
motivação criada pela ação emocional impede a mente de sair do fluxo repetitivo
e não racional que por sua vez é fruto da emoção que se extinguiu por si só, no
seu próprio prazo de duração.
É preciso
e imperioso para a vida humana que as emoções sejam vividas e experienciadas
como tal, mas conviver permanentemente com ações emocionais é danoso para a
vida humana diária e para qualquer cenário que possa ser construído na mente
enferma.
Nossa
construção mental é basicamente feita de testes. Os pensamentos involuntários
convivem com os pensamentos coordenados formando um cenário onde a mente produz
variantes, hipóteses. As hipóteses e variantes são testadas infinitamente até
que, de alguma forma, o cenário seja aprazível. Nós em essência buscamos o
prazer, não esqueça disso nunca.
Com um
cenário de conquista estabelecido a mente produz a antítese do mesmo cenário
para confrontar-se a si própria, pois ao mesmo tempo que nossa essência busca o
prazer a alma está vinculada a purgar o prazer usando o sofrimento.
Então nas
pequenas peças em que atuamos diariamente não entendemos o enredo de forma total
até que os cenários se sobreponham. Na prática é aquela sensação de não saber
decidir, pois a decisão é a opção por um dos cenários. E escolher entre sofrer
para se purificar ou conquistar para o prazer é com certeza a decisão mais
difícil.
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