Uma mudança na forma de
viver ou nos meios de viver ou nos envolvimentos do viver pode ser feita a
qualquer tempo. Mas é comum as necessidades de mudanças aparecerem quando algo
está, por assim dizer, ‘dando errado’ nas coisas do viver a vida.
Os sinais pedindo, esperando
uma mudança são perceptíveis. É preciso apenas sair da imersão na rotina de
viver para que seja possível perceber e sentir o impulso da mudança. Mas isso
raramente acontece. O padrão é atolar-se cada vez mais no que está ‘dando
errado’, nas coisas do viver a vida e continuar com o sofrimento atinente.
O problema acontece quando a
mudança é uma programação prévia e necessária. Isso é ainda mais imperceptível.
E acontece bastante. Pois quando eu não acordo na hora determinada posso perder
algum compromisso importante. E se esse compromisso for comigo mesmo?
Sabemos que não é incomum
corrermos em busca de algo perdido, não importa o que, pode ser qualquer coisa:
material, emocional e até mesmo o tempo. Com a obstinação de consertar o erro, reparar
a perda e reverter a situação.
Então quando a programação prévia
e necessária não é atendida como funciona?
Da mesma forma, mas ainda
mais obstinada. Ela volta. E volta. E volta. Até ser atendida. Para chamar
nossa atenção ao impulso da mudança coisas ou situações acontecem. Algumas
vezes é algo bom, próximo a nossa rotina. Outras pode ser algo não tão próximo,
mas marcante. Mas, infelizmente, as que normalmente chamam nossa atenção são as
que causam dor, sofrimento. O ruim é que o sofrimento nos leva de joelhos. O
bom é que o sofrimento não é a única forma de acessar a porta da mudança. É
possível acessar a mesma porta estando de pé e não de joelhos.
Acorde antes de machucar os
joelhos. Acesse os sentidos. Esteja atento. Perceba.
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