A
resposta é simples: nada! Não vivemos nada. Apenas olhamos o
reflexo de uma imensidão de imagens a nossa volta. E damos atenção
as imagens refletidas com as quais nos identificamos de alguma forma.
Neste momento especial o reflexo marcante é a incapacidade de
escolha.
Talvez
pensar sobre isso abra uma janela de perspectiva, mas não creio que
seja uma janela maior do que uma basculante padrão usada numa casa
de bonecas e vista em uma gravura copiada num selo.
Escolher
é uma das situações mais criticas a que somos expostos enquanto
vivemos. Uma escolha tende a ser definitiva. Criamos vínculos
profundos com o resultado de uma escolha. Concebemos afeto ao que foi
escolhido. Defendemos. Sofremos. Vivemos por uma escolha!
Mas
tudo muda! E se tudo muda, será que aquilo que nos levou a ter que
fazer uma opção pode mudar? Então como manter por um tempo
definitivo algo que, por lógica, serviria por um prazo definido?
Como mudar uma escolha?
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